sexta-feira, 4 de maio de 2012

Compreensão leitora na Química e na Física
 
Até pouco tempo atrás, a leitura para mim se baseava em compreender textos escritos que eu me interessava para o meu próprio entretenimento ou que eram necessários para o desempenho na escola ou no trabalho.
Com os cursos de aperfeiçoamento que tenho feito, com as reuniões realizadas por meus coordenadores e com a troca de idéias com meus colegas de trabalho, tenho observado a linguagem de charges, de pinturas, de filmes, documentários, fotografias, etc. como nunca havia percebido antes. Foi com essa aprendizagem que sem perceber passei a trabalhar com meus alunos não apenas com problemas muitas vezes sem contextualização alguma ou relacionados com o dia a dia deles, como havia aprendido. Lembro-me que sempre me vinha a pergunta como estudante: -Onde vou aplicar esse conhecimento? Acabava me calando e perdi a oportunidade de aprender o que estava sendo "ensinado".
Assim, passei a contextualizar, jogar idéias, ouvir opiniões, realizar tempestade de idéias onde não abandono nenhuma das palavras que meus alunos associam a um conceito, proponho outras situações problemas buscando o que o texto de Roxane Rojo coloca: não apenas uma decodificação, mas também a capacidade de compreensão a capacidade de apreciação e principalmente a de réplica.
Acredito que a desigualdade social possa ser minimizada na escola, desde que nós professores, busquemos nossa melhor capacitação leitora para também formar um cidadão que aprenda a ser, aprenda a conviver, aprenda a aprender.
Profª Manon Fernandes - Curso de Práticas de Leitura e Escrita

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