Compreensão
leitora na Química e na Física
Até
pouco tempo atrás, a leitura para mim se baseava em compreender textos escritos
que eu me interessava para o meu próprio entretenimento ou que eram necessários
para o desempenho na escola ou no trabalho.
Com
os cursos de aperfeiçoamento que tenho feito, com as reuniões realizadas por
meus coordenadores e com a troca de idéias com meus colegas de trabalho, tenho
observado a linguagem de charges, de pinturas, de filmes, documentários,
fotografias, etc. como nunca havia percebido antes. Foi com essa aprendizagem
que sem perceber passei a trabalhar com meus alunos não apenas com problemas
muitas vezes sem contextualização alguma ou relacionados com o dia a dia deles,
como havia aprendido. Lembro-me que sempre me vinha a pergunta como estudante:
-Onde vou aplicar esse conhecimento? Acabava me calando e perdi a oportunidade
de aprender o que estava sendo "ensinado".
Assim, passei a
contextualizar, jogar idéias, ouvir opiniões, realizar tempestade de idéias onde
não abandono nenhuma das palavras que meus alunos associam a um conceito,
proponho outras situações problemas buscando o que o texto de Roxane Rojo
coloca: não apenas uma decodificação, mas também a capacidade de compreensão a
capacidade de apreciação e principalmente a de réplica.
Acredito que a
desigualdade social possa ser minimizada na escola, desde que nós professores,
busquemos nossa melhor capacitação leitora para também formar um cidadão que
aprenda a ser, aprenda a conviver, aprenda a aprender.
Profª Manon Fernandes - Curso de Práticas de Leitura e Escrita
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