sábado, 28 de abril de 2012

Depoimentos

Ao ler vários depoimentos de pessoas de várias áreas do conhecimento, no 2º módulo do Curso de Práticas de Leitura e Escrita, escrevi o meu próprio depoimento, começando com uma lembrança boa de minha mãe e meu irmão, hoje quem sabe, cantando com os anjinhos. Saudades vieram, elas sempre vem! Mas devo muito a eles, em muitos aspectos. a pessoa que hoje eu sou. Quando comprei "A menina que roubava livros" inicialmente fui atraída pelo título. A história é muito linda, e me identifiquei com a personagem principal, que passou a gostar de sentir os livros, inclusive como eu: através do simples toque! E o odor que exala de uma livraria ou até mesmo de um "sebo"? Ele me provoca  e não sinto o tempo passar ... É assim até hoje!
A menina que ama ler
 
Meu irmão era três anos mais velho do que eu e logicamente, o meu grande ídolo, quando eu era pequena. Ele sempre gostou muito de ler, gibis, livros de Monteiro Lobato, o jornal "Folhinha de São Paulo" etc. Ajudava-o a vender jornais velhos para que ele pudesse comprar também os fascículos de enciclopédias como "Conhecer", "Ciência Ilustrada" que eram avidamente lidos. E assim, quando fui alfabetizada passei a não apenas folhear seu material de leitura, cuidadosamente guardados, mas também a lê-los. Comecei a ler livros de colegas minhas, fazer uso da biblioteca municipal, e assim podia me sentir uma pessoa que viajava através da leitura de vários contos, conhecia personagens através de suas biografias, adquiria mais conhecimento e sonhava ... Minha mãe também lia muito. Quando ia ver o meu pai, na loja em que trabalhava, também o encontrava lendo. Passsava as férias em Santos e sempre encontrava o meu avô, um português muito lindo, lendo a revista "O Cruzeiro". Lá, também, passava horas na Livraria Atlântica, "sentindo" os livros como se fossem jóias. Hoje continuo buscando na leitura, além de auto-conhecimento, estar informada, sob todos os aspectos, para poder ser também, uma professora que possa ensinar meus alunos a adquirir esse prazer que sinto a cada dia de minha vida. Amo os livros, amo ler!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Minha primeira crônica, espero que gostem e que não seja apenas a primeira ...

Um longo dia

Qual é a duração de um dia? A resposta é óbvia: 24 horas, 1440 minutos, 86 400 segundos. Mas essa não é uma verdade quando se refere aos nossos sentimentos, principalmente para Jurandir, trabalhador honesto em uma loja de calçados, em uma terça feira, que deveria ser um dia normal!

Como todos os dias de trabalho ele depende do despertador para acordar, mas mesmo assim, faz questão de vê-lo após seu barulho estridente tocar, como se quisesse garantir que não tem mais nenhum segundo para ficar mais um pouquinho em sua cama, tão quentinha, sob as cobertas. Porém, são 7 horas da manhã, horário sagrado para se levantar, se alimentar e se arrumar. Levanta-se e se dirige ao banheiro, sentindo-se um robô. Escova seus dentes, mas só desperta ao lavar seu rosto. Prefere fazê-lo com água fria, pois lhe falaram que a água quente envelhece a pele. Ao enxugar seu rosto ouve sua campainha. Quem seria a essa hora, pensa, e dirige-se à porta. Mesmo morando em um apartamento, com porteiro e telefone interno, não deixa de olhar através do "olho mágico" e não vê nada. Resolve abrir a porta. Seria alguma entrega? O susto é imediato ao ver um homem, de bruços, deitado na soleira de sua porta! O que teria acontecido? Olhou para os lados e não vê ninguém. Abaixa-se, toca o corpo estendido no chão e sente que o mesmo está frio, rígido ... morto!!!! E agora, o que poderia fazer? Atrasaria-se para chegar ao trabalho, mas como deixar o corpo em frente à sua porta e simplesmente sair? E se arrastasse o corpo para outra porta? Não, não tinha outra alternativa além de telefonar para a polícia, para o seu patrão e aguardar. Ficou assustado, mas resolveu seguir essa sequência. Quem seria o homem? Resolveu aguardar a polícia chegar e não remover o corpo. Três horas após sua ligação a polícia chegou, começou a interrogá-lo e quando Jurandir vê o rosto do corpo, o reconhece: é o seu vizinho Godofredo, do andar de cima. Eles discutiram na noite anterior devido ao barulho excessivo que Godofredo tem feito em seu apartamento, incomodando-o diariamente, dificultando até ouvir o jornal televisivo. Foi uma discussão feia e muitos dos vizinhos presenciaram essa discussão. Percebeu assim que seu dia seria mais longo do que o normal, teria de encontrar um advogado para ser aconselhado antes que falasse alguma coisa que o incriminasse mais. Liga para seu patrão para pedir o número do telefone do advogado da firma, entra em contato com ele e depois de 4 horas ele aparece. Nesse meio tempo, o corpo foi levado para a necrópsia e teria de se apresentar na delegacia até as 15 horas. Não consegue mais ter noção do tempo, ora sente que ele "voa", ora que ele "não passa". Porém, quando finalmente o advogado chega fica sabendo que o mesmo já tem a informação de que o falecido Godofredo tinha realmente "falecido" por motivos naturais. Jurandir respira aliviado, porém seu dia não havia terminado, pois não conseguia relaxar ou mesmo dormir. Vinham-lhe perguntas que talvez nunca teria as respostas: "O que o vizinho estava fazendo em seu andar?," "Quem teria tocado a campainha?", "Em pensar em como Godofredo sempre o incomodava com seu barulho no andar de cima, sentiria a falta desse?". Finalmente o sono acabou levando-o embora do seu mais longo dia.
Crônicas

Desde muito tempo escreve-se crônicas. Há pouco tempo li uma coletânea de crônicas escritas por escritores brasileiros ao longo dos anos. O livro foi distribuído pelo Governo do Estado de São Paulo aos alunos do Ensino Médio. Algumas podem ser consideradas politicamente incorretas para os tempos de hoje, mas retrata uma época da história onde os valores eram diferentes. Então acabam sendo mais interessantes ainda para que possamos compreender e até mesmo agradecer a evolução ou extinção de alguns paradigmas
No dicionário que tenho em mãos "Novo Grande Dicionário Larousse Cultural da Língua Potugues", ainda sem as novas normas ortográficas, editado pela Nova Cultural, em 1999, conceitua-se crônica como "relato no qual os fatos são registrados em ordem cronológica", ou ainda, "gênero literário, onde os fatos são apenas narrados, conservando-se sua ordem cronológica" ou, "pequeno comentário em jornal ou outro tipo de periódico sobre fatos reais ou imaginários"
Leio com frequência crônicas publicadas principalmente em revistas. E assim me coloquei no lugar de uma escritora de crônica, devido ao Curso de Letramento promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Formamos grupos e além de crônicas, pude ler a produção de notícias de jornal voltado para diferentes públicos, a leitura de conversa telefônica sobre o mesmo assunto, além de depoimento policial. Quanta criatividade! Foi muito interessante ver como a produção de textos pode ser feita de diferentes formas, com focos de incrível imaginação. E os escritores são professores de diversas áreas, inclusive eu, professora de Física e Química!
E assim resolvi mostrar a colegas por ter ficado feliz  com meu trabalho. A idéia do Curso inclusive animou uma professora de Língua Portuguesa que já pretende utilizá-la em sala de aula.
Conversando com um amigo jornalista ele continuou minha crônica, transformando-a em um conto. E assim, com o auxílio da tutora responsável pela turma a qual pertenço, Idê, fui compreendendo que já que existem várias formas de nos expressarmos, podemos desenvolver outras formas de ensino que eu não havia pensado antes.
Como bem bolado o nome do Blog pela minha colega Mirella: temos tido um verdadeiro ESTIMULANTE PEDAGÓGICO!

terça-feira, 24 de abril de 2012





A REVELAÇÃO




             Pela manhã, comecei a rotina de todo os dias, preparar para enfrentar os “pepinos” do meu trabalho. Ouço a campainha, me troco e vou abrir a porta. “Meu Deus, um homem caído bem em frente a minha porta”.Pensei numa série de soluções, mas as minhas pernas não conseguiam sair do lugar, meu corpo estava todo trêmulo. Passado alguns instantes, consegui ordenar meus pensamentos, entrei e decidi ligar para a polícia, mas para aumentar ainda mais minha indignação, foram chegando pessoas, fazendo perguntas, como se eu soubesse as respostas sobre o ocorrido. Finalmente a polícia chegou, afastando as pessoas, tentando organizar a cena do crime.

       Quando terminado as acariações, fiquei mais aliviada, pois ficou constatado, que o crime não tinha ocorrido em frente a minha porta, pelas condições do cadáver, estava duro e gelado, mesmo assim, fui intimada para comparecer a delegacia para prestar informações, por ser a primeira pessoa a ter contato com o cadáver.

      Durante as investigações, fui afastada do meu emprego e o pior era que se a polícia não descobrisse quem era o pobre homem e quem o havia assassinado, eu estaria em apuros.

       Como eu não o conhecia, fiquei surpresa com esta situação.Quem o teria matado e por qual motivo? De repente, uma carta anônima chega as mãos dos policiais, que para minha surpresa e ao mesmo tempo decepção, o assassino era o Sr. Willians, meu chefe, que matou-o, após ter descoberto  uma suposta  traição conjugal de sua esposa com o referido morto, e para ficar ileso do caso, jogou-o diante da minha porta para eu ser culpada.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

O que é um livro de auto ajuda?

Sempre comento que gosto de ler vários estilos diferentes. Artigos de opinião de revistas periódicas, livros de suspense ou aventura, revistas que tratam de História da Ciência etc. Mas e os livros de auto ajuda? Eu, imagina, claro que não gosto! Vejo hoje infantilidade nessa minha resposta, afinal, temos livros escritos com qualidade, que buscam aumentar nossa auto estima, nos ajuda a compreender mais o ser humano, nos faz pensar ... Logicamente, não temos opinião unânime sobre o gostar ou não gostar de determinados títulos, mas sempre nos ajuda uma sugestão, um bom título e até mesmo uma capa bem feita

Atenção:

Este Estimulante deverá ser usado seguindo as recomendações a seguir:

  • Composição: cada comprimido contém: amor, humildade, conhecimento, criatividade, competência, alegria, coragem, energia, garra, paixão, constância, cumplicidade, solidariedade, companheirismo, interação e integração;

  • Informações ao paciente: por todas as experiências que passamos e por tudo já que temos comprovado, não há dúvida que o Estimulante Pedagógico é o remédio ideal para qualquer mudança de concepção. Para que o tratamento atinja os objetivos, é indispensável dedicação total do corpo e alma para quem quer curar-se das causas e não apenas dos sintomas da doença. Para quem está disposto a sofrer uma transformação interior sem culpas.